sabe ao cume e ao outro lado que não vejo.
Deixo pegadas onde não vejo
que formam desenhos, ou apenas um só desenho.
As marcas de passagem invisíveis
e cruzadas, abstratas (ou não).
Quem me dera poder lembrar-me de todos
os passos que já dei, todos os sitos por onde passei
e desenhar, sem levantar a caneta, a linha.
Olho para mim de olhos fechados
e vejo-me. Não tenho traços, principio nem fim.
Não me lembro da minha primeira memória
nem sei qual será a última.
Sou eterna, sou
o que me lembro que sou, sou o que quero
ser, sem nunca o conseguir.
(inicio) Agosto/2008
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