Thursday, January 06, 2011

"Caligula"

Técnica Mista sobre cartolina.


Pode parecer estranho o trabalho ter o nome deste filme, mas se não o tivesse, não teria sentido.
A verdade é que, após ter conseguido ver esse filme até ao fim, tive uns "afrontamentos" que me fizeram agarrar na cartolina, na cola e começar a figurar algo transparente por cima do branco que só o movimento faria ver a sua forma. Depois foi a tinta-da-china refigurou de novo a tensão que existia no 1º acto. Por fim, a cevada para meter no leite do pequeno almoço, veio num acto de desespero!

"icones nacionalistas = tags individualistas"


Sobre o trabalho de AOA, relacionar Neo primitivismo com o Basquiat, só tenho isto a dizer.


Por enquanto.

Pode ser que para a próxima seja mais a sério.


Recomeço com.

Recomeçando a escrever no blog, após a última vez ter sido há bastantes meses atrás, faço-o através do post de algumas pinturas que desenvolvi durante as aulas e outras em casa.


Todas elas foram feitas com acrílico sobre papel.






















As seguintes foram unicamente desenvolvidas durante um exercício na aula, que consiste no registro rápido de objectos/pessoas que se encontrassem á nossa volta. Tempo de execução para cada registro: 5 minutos.


"casaco verde"


"Estefania que pinta"




"limpeza"



"Jenny que pinta"








Por fim, algumas pinturas realizadas em casa após a aula do exercício anterior.


































Wednesday, April 07, 2010

Gosto... pelo que nao és

Se existe algo que eu gosto em ti, é aquela tua capacidade de saberes que és tao pouco de identidade como ao mesmo tempo és possivelmente tudo nas tuas probabilidades de ser.
Se existe algo que gosto em ti é poder imaginar-te como homem e mulher, sentir-me um homem também sem receios e sem querer, apenas deixar-me ir.
Complementas-me ao teres consciência que nada és, que és tao relativamente identificavel como eu sou. Desculpa ás vezes eu dizer que não gosto de certos comportamentos teus, quando uma das tuas criações auto-identificativas surge á tona em forma de protesto para me dizer que te magoei. Sim, magoei-te por me esquecer do que nesse momento estás a ser para mim, fecho-me, deixo de sentir a tua respiração á minha frente, o teu pulsar tão inconstante e frágil de um Ser que cá está para aprender com tao indefinivel tempo de vida como o meu. Deixo de te sentir e prendo-me ás minhas interpretações, daquele teu acto desprendido de maldade ou bondade de que eu nao gosto, mas que és apenas tu em contacto com o teu direito á vida e com ela todas as suas experiências. Quem disse que não gosto? Como poderia eu não gostar de te ver viver.
Temos que limpar todos os nossos idealismos e expectativas, estereótipos em relação ao ser que nos acompanha com tanta dedicação, em relação aos grupos e no fim vem o respeito á humanidade. Isto acontece por idealismos, estereotipos que existem em nos proprios. Temos que cuidar de nós próprios e não podemos fugir de nós de forma alguma, isso acabará por ser uma prisão e não uma vida. Temos mesmo, antes de agirmos exteriormente, cuidar de nos proprios. É urgente! Caso contrario surge algo como: "Não gostei daquela tua atitude!" ... Na verdade é um grande caprixo nosso achar-mos que o facto de não gostar-mos de algo seja motivo suficiente para alterar comportamentos ou escolhas dos outros (gostos não mudare-mos de certeza, mas pelo menos o nosso gosto estará "satisfeito" por uns momentos quando o outro nos diz "Desculpa, tens razao, não deveria ter respirado durante o dia todo"). Devería-mos sim aprender a reflectir acerca do nosso tipo de expectativas em relação ao outro. Portanto como não deve-mos criar expectativas, da mesma forma não devere-mos também dar expectativas. É um erro que nós, seres emergentes com plena consciencia deste nosso estado constante, façamos uma imagem predefinida de nós (enganando-nos) e ainda por cima passar-mos essa imagem ao outro ao nosso lado para que ele fique com uma imagem de nós(seja ela de Benfiquista ou Religioso). Não nos compete de forma alguma ensinar ao outro qual a perspectiva que ele deve ter em relação ao mundo(espaço interior e exterior a si), quando digo mundo inclui-nos a nós próprios. O que quis dizer é que também não temos o direito de nos darmos a conhecer ao outro (criar expectativas ao outro em relação a nós, derivadas de certezas que nós pensamos ter em relação á nossa pessoa). Uma pessoa que não se questiona em relação a si, com certeza terá dificuldade em questionar-se existencialmente em relação ao mundo.

Sunday, February 26, 2006

Parando um pouco, devido á existência de um ciclo deste meu/nosso caminho.

Esperem... são os grilos....eles começam a transformar o seu canto numa espécie de gargalhadas.todos juntos lá fora.
Os ruídos que me acalmaram desde criança metem-me medo. Sim estou com medo, porque a minha existência começa a questionar-se...... por cada batida vinda da música que oiço passa-me uma imagem que rebenta ao som do solo de Dimebag... o porquê desta solidão que me arrasta entre as ervas mais escondidas rente ao chão e eu sei que maior que elas em tamanho mais longe estou de chegar a elas e conviver com elas.saber o que pensam.......

Infelizmente a merda dos condicionamentos naturais me impedem de pensar em tal coisa, porque nem a mesma língua falamos...

Sei que estou muito longe delas ainda, porque quero, apesar de não saber porquê.. enquanto a solidão arrasta-me e mais uma vez me pucha pelos cabelos brincando comigo, sem protecção de saber, onde estou, e porquê, de ela arrastar-me condicionando-me mais uma vez á vida.

O Amor?
...desgosto de muita gente, mas falar de amor para quÊ, talvez tivesse mais interesse se muda-se de nome...... sabemos lá nós a medida dele, só sabe a medida do amor quem lhe deu o nome (é, por vezes o conhecimento práctico é essêncial para saber do que se trata).

Prefiro pensar numa amizade então..... enquanto isso vaguei-o de qualquer maneira entre as linhas da vida que me empurram mais uma vez para o chão.
É que se ao menos tivesse asas era outra conversa... sempre podia falar com os passarinhos e pagar-lhes uma bebida (mas a porcaria dos condicionamentos naturais nem dá mais uma vez oportunidade de pensar que isso pelo menos uma vez seria possível....- também não falo a língua deles.)

E a porcaria desta gravidade que me faz ficar marreca que nem a bruxa do conto lá da Branca de Neve, ela precisava era de um pontapé no cu para ver se ficava logo mais levezinha...
Mas na realidade o peso da gravidade é igual para todos, as reacções diferentes a ela dependem todas do ser a quem ela toca e dá festinhas, depende muito da força que se tem dentro de quem é "atacado"....
4 da manhã....... e o tempo passa, não sei mais uma vez o que vem aí amanhã....quero chorar, deixem-me sentir-me nesse direito,
deixem-me por favor só desta vez virar as costas á razão porque sei que existe algo para aqui para dentro que foi deixado para trás e me faz confusão........
Problema: Não sei o que é...
Não posso terminar com cores porque se não, sinto-me esquisita... parece que depois não me sinto em casa
(é só para justificar a existência desta frase - pode ter lixado o texto todo mas desta vez eu fiz o texto, eu é que sei......)
Mónica Garcia

Monday, February 06, 2006

Dependênia ? Sobrevivência

Mas então porque é que sinto esta cnfusão na minha cabeça que não sei bem ao certo o porquê de a sentir, não descubro a razão. Serão as tantas somas de complicação e processos mentais de soluções que me complicam este esquema que me rodeia e me abranje junto?

Um deles, poderia começa a questionár-me sobre "um assunto" (quem me dera que para mim, só isso o fosse),a Senhora Dependência, tal conceito me atordua bastante devido á variadade de estados, emoções frequentes assim como certas reações espontâneas a tal. Seria um absurdo referir-me a vantagens e a desvantagens porque teria de também abrajer o "vantagens para quem e desvantagens para oposto". Nunca poderia envolver uma discução certa e valida, descoberta uma verdade, quando dois pontos de vista se confrontam.
Resume-se então um estado de compreensão. Logo seria bom na depência uma certa tolerância de estados.
É claro que me refiro a depência de outrém, exactamente referindo a dependência de menores em relação a alguém mais velho para assumir responsabilidades por vezes de quem necessita de as aprender.
Talvez a passagem a adulto (etáriamente dito, a adolescência) seja uma fase tão complicada devido a tal empasse. Ou será uma ajuda aos mais fracos, áqueles que não resistiriam a uma selecção brusca de sobrevivência (primitivamente descrita por Darwin de Selecção Natural).

Mais uma vez, ironicamente referindo - luta contra Natureza para tentar sobreviver. Claro que nem toda a gente teria de morrer porque tem uma perna partida e não presta, invalidez não se usa porque toda a gente tem algo a dar (de bom para a sociedade, mas em maior parte de mal para a Natureza). Que merda de parasitação...
Tolerência por parte de menores, uma raça que quer sobreviver... ahahahah

Sunday, January 08, 2006

Maldita consciência!


Na mao dos abusados e esperançados (de?) exite um botão que manipula um ciclo de existências.

Do poder esbanjado e oferecido por razao alguma, por escolha de um sistema predefinido por todos sem afrontos, um sistema pingado por rebaixamento e conformismos.
Tretas, balelas... nomes... deixem-me apenas rir, rir de uma forma subtil que limpa ouvidos.

E aqui, pronto, mais uma criticazinha simplesmente accionada por teclas, teclas estas que também estão dominadas, botões ... deixem-me rir.
Vá, eu sou a tecla M, mais uma vez teclaram-me e usaram-me... tu és a tecla do lado, a N, e estou a ver seres usado.
A tecla F, a T ... vizinhos lá do Noroeste que também estão a ser usados...
O problema é se o teclado resolve não responder aos dedos abusados.
O Sistema estraga-se.
É claro que um simples teclado não pensa, é da maneira que funciona sem reclamar. É a maneira básica de utilização, obedeces e não reclamas, se pifares és metido no lixo e há de existir noutro lado alguém que não abra a boca.E é renovado o sistema com os mesmos ingredientes e algum açucar na receita, que depois não é saboreado no prato.
E vai caindo pelo esófago a baixo até ao estomago, a mesma matéria para te manteres em pé, com uma oportunidade adiada, de a saboreares.
Más é só uma simples adiação equivalente ao tempo suficiente de vida.
Mas uma adiação por necessidade de sobrevivência, pelo medo de perder o pouco que se tem para te manteres, a ti e aos teus, capazes de respirar.
O açucar passa apenas pelo cheirinho da imaginação, pelo campo verdinho que se vê do outro lado.

Maldita seja esta consciência apertada em pulmões consumidos por nicotina...

E mais uma vez vou dormir e fingir que nada está a acontecer(sinto-me a minha própria manipuladora ... e pergunto-me o que é que afinal vele a pena)

Monday, December 19, 2005

Escaldado está o mundo

Escaldado está o mundo, de cores berrantes que o dominam..... cores berrantes que se iluminam ao escuro, concentradas em cores neutras, inflitradas em sombras que mostram quanto Escaldado está o mundo!
A brisa, grandiosa e deseperada de viajem, partida de um ponto escondido, de uma gruta quem sabe?! Das areias que ivadem o solo, que específicam objectos e formas moldadas em aguás que cantam das profundidades em tons que não existem, onde não há luz mas há vida que brilha em sons.
Escaldado está o mundo e o que não faz parte dele também. O que nos apresentam em imaginação,o que rasga a memória e faz esquecer estórias.
Algas.
Morte.
Rochedos.
Assubios.
Acizentado está o ar que as tapa.
Os vegetais que nasceram no mar e dinamizam outra vida, embelezam outros sitios como a papoila que acaba desfolhada e despercebida... antes decorada de cores berrantes, concentrada em cores neutras, - o n d e p a r a l i z o u - e deixou de existir.

Sunday, December 18, 2005

É subjectivo


Uma simples manipulação? Um aviso? Uma realidade?
Simplesmente subjectividade quando não existe conhecimento. Sim, realidade visual, neste caso objectividade.
Conclusões...à realidade correspodem.
Uma simples união, um singular com ou sem escolha de existir.
Formas transformadas em linhas, linhas transformadas em interpretação, a interpretação transformada em realidade... e a realidade transforma-se em . . .
Epah,é... subjectivo.

Wednesday, December 14, 2005

Em busca...







Recostas-te, esfregas crias ferída ao passarem pela parede as tuas costas.
Nervoso começas a cravar as tuas unhas na terra do chão que se encontra mulhada e começas a escavar. Escavar fundo, cheirar a lama. desenterrar as entranhas do planeta com os musculos tensos da pressão exercida durante longo tempo.
As tuas gotas de suor escorrem pela a terra a dentro, pela 1ª vez uma raíz foi alimentada por ti e não pelas repetitivas nuvens que choram por razões cínicas e inesgotáveis, filmes criados pelo ar que as rodeiam.

Continuas a escavar... as unhas só não chegam, ajudam os dentes.....a testa...........................o peito. o corpo desenterra a terra.

Recosta-se no buraco, a alma respira, recostada ao coração da Terra e mistura-se nela. Sente o abrigo que é morar nela, morar com ela e reconhece-la por protectora e progenitora de toda a esta raça que ingratamente lhe retríbui destruindo-nos, por destruirem-Te.

A alma encontrou-se de novo, e ganhou gosto por viver. Foi esse reconhecimento que o fez viver e querer aproveitar a vida, fez mais buracos encontrou, alguém para partilhar o seu esforço, e teve uma vidinha com outra alminha que também se juntou a ela...................................

...........................
não há vento......
TROVÕES

OUVEM-SE TROVÔES.........................

chuva....



Silêncio !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!..........................



Sabes o que eu mais queria?
Saber quem escolheu este local

Tuesday, December 13, 2005

encontar uma saída


Andas ás voltas e econdes-te porque sabes que encontrar-te-ão mais cedo ou mais tarde, mas no fundo não te incomodas com isso porque o que tiver de ser, será.
Levantas-te e andas pelo mesmo local sombrio, desta vez estranho, que antes te parecia tão acolhedor.
Encontras uma porta... ao início tens medo mas encaras as saídas.
Enfrentar, seria a melhor mas abrandas o passo e ouves gemidos que te presseguem e não olhas para trás.
Sabes que não tens medo da morte, tens medo de olhar para trás e encontrar o que não queres, a face feia do mundo que a natureza criou, como te criou a ti.
Sabes deslizar e fechar os olhos, o sangue aperta as veias, provoca desilusão de existir...
O melhor esconderijo é enfrentar...
Enfrentar...