Sunday, January 08, 2006

Maldita consciência!


Na mao dos abusados e esperançados (de?) exite um botão que manipula um ciclo de existências.

Do poder esbanjado e oferecido por razao alguma, por escolha de um sistema predefinido por todos sem afrontos, um sistema pingado por rebaixamento e conformismos.
Tretas, balelas... nomes... deixem-me apenas rir, rir de uma forma subtil que limpa ouvidos.

E aqui, pronto, mais uma criticazinha simplesmente accionada por teclas, teclas estas que também estão dominadas, botões ... deixem-me rir.
Vá, eu sou a tecla M, mais uma vez teclaram-me e usaram-me... tu és a tecla do lado, a N, e estou a ver seres usado.
A tecla F, a T ... vizinhos lá do Noroeste que também estão a ser usados...
O problema é se o teclado resolve não responder aos dedos abusados.
O Sistema estraga-se.
É claro que um simples teclado não pensa, é da maneira que funciona sem reclamar. É a maneira básica de utilização, obedeces e não reclamas, se pifares és metido no lixo e há de existir noutro lado alguém que não abra a boca.E é renovado o sistema com os mesmos ingredientes e algum açucar na receita, que depois não é saboreado no prato.
E vai caindo pelo esófago a baixo até ao estomago, a mesma matéria para te manteres em pé, com uma oportunidade adiada, de a saboreares.
Más é só uma simples adiação equivalente ao tempo suficiente de vida.
Mas uma adiação por necessidade de sobrevivência, pelo medo de perder o pouco que se tem para te manteres, a ti e aos teus, capazes de respirar.
O açucar passa apenas pelo cheirinho da imaginação, pelo campo verdinho que se vê do outro lado.

Maldita seja esta consciência apertada em pulmões consumidos por nicotina...

E mais uma vez vou dormir e fingir que nada está a acontecer(sinto-me a minha própria manipuladora ... e pergunto-me o que é que afinal vele a pena)

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